DIVISÃO VETERINÁRIA

A Divisão Veterinária realiza genotipagens das espécies bovina e equina, além do teste de Homozigose Tobiana para equinos e a Beta Caseína Bovina. Recentemente, essa Divisão incorporou ao seu “menu” de exames os ensaios sorológicos para diagnósticos da Anemia Infecciosa Equina (AIE) e do Mormo, a fim de atender integralmente o criador de equídeos.​

ENSAIOS GENÉTICOS

Os marcadores de DNA testados pela Loci Genética Laboratorial são aqueles recomendados pela Sociedade Internacional de Genética Animal e determinados pelo MAPA, padronizados por testes comparativos nacionais e internacionais. Assim, garante-se que um teste realizado na Loci seja reconhecido mundialmente e possa ser utilizado para análise de parentesco em qualquer laboratório no mundo membro da ISAG. 

 
GENOTIPAGEM DE 
EQUINOS, BOVINOS, ASININOS E MUARES

Exame realizado para determinação do perfil genético do animal. Esse pode ser armazenado em um banco de resultados de análise de DNA, conhecido como “Arquivo Permanente”, e utilizado posteriormente em análises de verificação de parentesco.

 

A Loci Genética Laboratorial realiza exames de genotipagem animal das espécies bovina e equina a partir de amostras biológicas: pelo, sangue e sêmen.

VERIFICAÇÃO DE PARENTESCO DE EQUINOS, BOVINOS, ASININOS E MUARES 

A verificação de parentesco é a comparação dos perfis genéticos dos produtos e dos seus supostos genitores. O objetivo da análise é a qualificação de genitores de um produto com base na comparação da informação genética da progênie com a dos pais em potencial.

 

Exame de Paternidade:

utilizado para comprovação do vínculo genético entre o genitor e o produtor.

Exame de Maternidade:

utilizado para comprovação do vínculo genético entre a genitora e o produto.

 

As verificações de parentesco podem ser realizadas a partir das análises das amostras biológicas dos envolvidos ou a partir de resultados de DNA realizados previamente e armazenados em “Arquivos Permanentes”.

HOMOZIGOSE TOBIANA
(PELAGEM PAMPA)

Em equinos, o padrão de cor de pelagem Tobiana ou Pampa é caracterizado por predominância de cor escura sendo a cor branca responsável pela produção de manchas irregulares que se estendem para baixo do pescoço e peito.


Esse padrão é controlado geneticamente por um gene dominante de tal forma que tanto os animais heterozigotos, como os homozigotos tobianos apresentam esse padrão de pelagem.


Os animais homozigotos tobianos só transmitem o gene dominante para sua progênie, o que resulta numa prole 100% de pelagem Tobiana; já os heterozigotos têm 50% de chance de transmitir o gene mutado para os seus descendentes.


O exame de Homozigose Tobiana visa a detecção do gene mutado em cópia única (positivo heterozigoto tobiano) ou dupla (positivo homozigoto tobiano) no DNA do animal testado.

BETA CASEÍNA -
TESTE DE IDENTIFICAÇÃO DOS
ALELOS A1 E A2

A beta caseína é uma proteína do leite de bovinos. Em relação ao seu gene, o alelo A1 determina a produção da proteína tipo A1 no leite, que está associada a vários problemas como intolerância ao leite, diabetes, distúrbios coronarianos e neurológicos em humanos.


O alelo A2 determina a produção da proteína tipo A2, muito valorizada mundialmente, já que não está associada a problemas de saúde humana.


Assim, os bovinos podem apresentar os genótipos: A1A1 - transmitirá apenas o alelo A1 para a sua descendência; A1A2- poderá passar tanto o alelo A1 quanto o alelo A2 para a sua descendência; A2A2 - portador do genótipo mais desejável, necessariamente transmitirá o alelo A2 para todos os descendentes.
 

O teste de Identificação dos Alelos da Beta Caseína permite selecionar touros e vacas com o genótipo A2A2, levando ao aumento da qualidade do leite produzido, bem como à valorização do rebanho.

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FIVE-PANEL
Exame para detecção de cinco doenças genéticas em equinos. São elas:

1) Paralisia Periódica Hipercalêmica (HYPP)

É uma doença genética autossômica codominante decorrente de mutação no gene SCN4A.  Descrita em várias raças de cavalos inclusive em Quarto de Milha a doença não tem predisposição por sexo ou idade. Ficou conhecida e difundida a partir do garanhão Impressive, o qual produziu aproximadamente 2250 filhos.

 

Os sinais clínicos ocorrem em forma de crises, podendo se manifestar por fasciculações musculares, miotonia, prolapso de terceira pálpebra, fraqueza muscular, dificuldade respiratória, decúbito. Durante uma crise, pode ocorrer morte súbita devido à insuficiência cardíaca e paralisia dos músculos respiratórios.

 

Determinadas situações em que o animal é exposto ao estresse, como baixas temperaturas, transporte e jejum prolongado podem desencadear essas crises.

 

A principal alteração sérica que pode ser identificada nos equinos com a doença é a elevação dos níveis de potássio. Animais homozigotos podem apresentar crises diárias e são mais afetados do que animais heterozigotos, os quais podem ser assintomáticos.

 

2) Astenia Dérmica Regional Equina Hereditária (HERDA)

É um distúrbio hereditário autossômico recessivo decorrente da mutação do gene PPIB que afeta a formação da fibra do colágeno, tornando-a mais fraca e desorganizada.

 

Cavalos homozigotos (afetados) para a mutação no gene demonstram, sobretudo, normalidade ao nascimento. Mas entre os primeiros dois anos de vida, esses animais geralmente desenvolvem uma pele frágil, elástica e hiper extensível capaz de dilacerar e formar cicatrizes, úlceras e massas tumorais, sendo esses os principais sinais clínicos da doença.

 

As feridas são de difícil cicatrização resultando em deformações na pele do animal. Essas lesões cutâneas predominam no dorso, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo do animal.

 

3) Miopatia de Armazenamento de Polissacarídeos (PSSM)

Considerada a principal miopatia (doença muscular) que afeta a raça Quarto de Milha foi descrita em 1992. De caráter autossômico dominante, resulta da mutação no gene GYS1, responsável por codificar a enzima glicogênio sintase que atua na produção do polissacarídeo glicogênio (polissacarídeo formado por N moléculas de glicose, usado para armazenar energia nas células).

 

Como consequência, essa mutação provoca o acúmulo desse polissacarídeo nas células musculares, esqueléticas e cardíacas. Esse acúmulo de glicogênio faz com que ocorram lesões nas fibras musculares causando disfunção muscular.

 

A doença não apresenta, portanto, predisposição a sexo e os principais sinais clínicos da PSSM1 são andar rígido, relutância em se movimentar, rigidez, fraqueza e dor muscular. Animais afetados podem ter os sintomas minimizados a partir de uma dieta com menos carboidratos.

 

4) Hipertermia Maligna (HM)

Decorrente de mutação no gene RyR1 é uma doença de caráter dominante e resulta em acúmulo de cálcio nas células musculares. Animais que apresentam essa mutação quando expostos a medicamentos, como anestésicos ou relaxantes, e atividades físicas intensas, apresentam o acúmulo de cálcio nas células musculares resultando em aumento do metabolismo e contrações musculares.

Esse estado hipermetabólico aumenta a produção de calor fazendo com que o animal entre em hipoxemia, acidose metabólica e apresente um rápido aumento da temperatura corporal, que pode ser fatal se não reconhecida e tratada precocemente.

 

5) Doença de Enzima Ramificada do Glicogênio (GBED)

É uma doença hereditária autossômica recessiva fatal, causada por uma mutação pontual no gene GBE1 responsável por codificar a Enzima Ramificadora de Glicogênio (GBE). Devido a essa mutação os tecidos dos potros homozigotos recessivos são incapazes de sintetizar glicogênio ramificado, pois essa enzima GBE é importante para a glicogênese.

 

Os tecidos do músculo cardíaco, pelve renal e o cérebro são incapazes de armazenar energia suficiente para seu funcionamento. Pode levar a abortos, natimortos e nascimentos de potros fracos. Esses últimos, podendo apresentar deformidades flexurais, convulsões, dificuldades ou incapacidade de permanecer em estação, ausência do reflexo de sucção e, também, sinais de insuficiência cardíaca e respiratória e morte súbita nas primeiras horas de vida.

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ENSAIOS SOROLÓGICOS

ANEMIA INFECCIOSA EQUINA (AIE)
E MORMO

Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo são doenças que acometem os cavalos, os jumentos e os muares ou burros.
 

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença viral de ocorrência em todos os estados do Brasil, de extrema importância no aspecto sanitário e econômico. A AIE pode levar à morte muitos dos animais acometidos, bem como tornar potentes disseminadores da doença outros indivíduos que são portadores assintomáticos.
 

O Mormo é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete principalmente os equídeos podendo, ainda, acometer o homem. Trata-se, portanto, de uma zoonose.
 

Os equídeos que serão transportados de um município a outro ou para outro estado, que irão participar de algum tipo de aglomeração, feiras, exposições, vaquejadas e competições de outras naturezas, necessariamente precisam portar uma Guia de Trânsito Animal (GTA). Para obter essa guia, devem ter exame de AIE e Mormo negativo.

FORMULÁRIOS DE SOLICITAÇÕES DE EXAMES