Nome do Exame: GENE FLT3 – PROGNOSTICO MOLECULAR DE LMA


Mnemônico: FLT3


Material: Sangue Total (EDTA) ou Medula Óssea (EDTA).


Volume:
– 4,0 mL de sangue total em EDTA.
– 1,0 mL de medula óssea em EDTA.


Instruções:
– A coleta do material aspirado de medula óssea é um procedimento médico;
– Enviar Ficha de Solicitação de Exames Moleculares de Oncohematologia preenchida junto com a amostra.


Conservação:
– Sague total: até 1 dia à temperatura ambiente ou refrigerado de 2°C a 8°C.
– Medula óssea: até 1 dia à temperatura ambiente ou refrigerada de 2°C a 8°C.
– A amostra deve estar no laboratório em no máximo 24 horas após a coleta.


Critérios de Rejeição:
– Baixa celularidade;
– Uso de anticoagulante incorreto;
– Material congelado, coagulado ou severamente hemolisado;
– Amostras recebidas em frascos não estéreis ou com vazamento;
– Amostra com tempo superior a 24 horas após a coleta.

Método: RT-PCR Fluorescente e Genotipagem por Eletroforese Capilar em Sequenciador Automático de DNA (FLT3-ITD) e RT-PCR seguido de RFLP (FLT3-D835).


Prazo de Liberação do Resultado (a partir da entrada do material no setor técnico): 5 dias úteis.


Descrição: FLT3 (FMS-like tyrosina kinase 3) é um receptor tirosina-quinase, com função bem conhecida na sobrevida, proliferação e diferenciação celular. É expresso normalmente em células progenitoras hematopoiéticas, o que não ocorre nas células hematopoiéticas diferenciadas. Por sua vez, a linhagem B e as Leucemias Mieloides Agudas (LMA) apresentam super-expressão da proteína FLT3.
As FLT3/ITD são duplicações de 3 a 400bp no exon 11, sem mudança de matriz de leitura, que afetam cerca de 20% dos pacientes com LMA, principalmente quando há contagem alta de células brancas sanguíneas e LMA tipo FAB M0 e M5. Sua presença indica pior prognóstico em pacientes adultos e pediátricos e há evidências de que ITD maiores representam maior desvantagem frente às ITD menores.
A mutação pontual FLT3/D835, situada no exon 20, está presente em aproximadamente 7% dos pacientes com LMA. A menor sobrevida relacionada a FLT3/D835 já foi estimada em até 3 anos em comparação com pacientes LMA com genótipo FLT3/D835 selvagem.
As duas mutações são consideradas instáveis, visto que a porcentagem de alelos mutados do gene FLT3 varia durante o curso da doença, inclusive no tratamento e na(s) recaída(s), além do próprio comprimento da ITD diferir em um mesmo paciente, nas várias etapas da LMA.

Formato do Resultado:

EXAME: MUTACAO FLT3-ITD


MÉTODO: RT-PCR Fluorescente e Genotipagem por Eletroforese Capilar em Sequenciador Automático de DNA – Método In House.
 

RESULTADO:

INTERPRETAÇÃO: As FLT3/ITD são duplicações de 3 a 400bp, que afetam cerca de 20% dos pacientes com LMA, sua presença indica pior prognóstico em pacientes adultos e pediátricos; o que não é unanime para todos os casos de pacientes FLT3/ITD. Há evidências de que ITD maiores representam maior desvantagem frente às ITD menores.

VALOR DE REFERÊNCIA: Ausência das mutações ITD no gene FLT3.

EXAME: MUTACAO FLT3-D835


MÉTODO: RT-PCR seguido de RFLP (Método In House).


RESULTADO:


INTERPRETAÇÃO: A mutação pontual FLT3/D835 está presente em aproximadamente 7% dos pacientes LMA e contribui para o aumento da proliferação celular, redução da apoptose e, consequentemente, maior taxa de recaídas e menor sobrevida.

VALOR DE REFERÊNCIA: Ausência da mutação D835 no gene FLT3.

NOTA:
– A Pesquisa molecular das mutações FLT3/ITD e FLT3/D835 é de imensa importância, sendo indicada para pacientes adultos e crianças com leucemia, principalmente LMA; lembrando de não desprezá-las nos casos de leucemias FAB M0 a M5 e independente dos resultados de cariótipo.
– A análise genética é de grande valor na fase logo apos o diagnostico, durante o tratamento e em possíveis recaídas;
– O ideal é que sejam analisadas as duas mutações FLT3/IDT e FLT3/D835, a fim de abranger a maior porcentagem de pacientes (30%) que possam ter um pior prognóstico devido a estas mutações somáticas do FLT3.